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fortalecimento da política cultural e recursos para o setor ganham destaques no debate — Câmara Municipal de Rio Branco

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Atendendo a requerimento do vereador Fábio Araújo (MDB), a Câmara Municipal de Rio Branco realizou, na segunda-feira, 8, audiência pública para debater o movimento cultural no município, com foco na valorização dos fazedores de cultura e na destinação do orçamento público para o setor em 2026. O debate contou com a participação de artistas, representantes de segmentos culturais, lideranças comunitárias e gestores públicos.

Na oportunidade, o parlamentar ressaltou a importância de garantir políticas públicas permanentes e estruturadas para a cultura. Ele apresentou os valores previstos no orçamento da FGB para 2026 e chamou atenção para a destinação de apenas R$ 100 mil ao Fundo Municipal de Cultura, montante considerado insuficiente para atender aos diversos segmentos.

“Dos R$ 11,6 milhões previstos para a Fundação Garibaldi Brasil, cerca de R$ 5 milhões são destinados à manutenção administrativa e outros R$ 5 milhões à Política Nacional Aldir Blanc. Restam apenas R$ 100 mil para o Fundo Municipal de Cultura. Esse valor é incompatível com a dimensão da cultura de Rio Branco e com o trabalho desenvolvido pelos nossos fazedores de cultura”, afirmou.

Fábio defendeu que a Câmara apresente emenda à Lei Orçamentária Anual para elevar o repasse ao Fundo Municipal, além de promover a revisão da legislação que regulamenta o sistema cultural. “Nós precisamos garantir o mínimo para que os editais sejam executados e que a política cultural avance. A Comissão de Cultura irá propor a destinação de R$ 1 milhão ao Fundo Municipal, e contamos com o apoio de todos os segmentos na defesa dessa pauta no dia da votação”, declarou.

O vereador André Kamai, também presente no debate, afirmou que os valores destinados ao setor revelam que a cultura “não é minimamente considerada nas prioridades da gestão municipal”.

Kamai destacou ainda que a receita do município aumentou, mas o orçamento da cultura diminuiu proporcionalmente. “É humilhante discutir um fundo de R$ 100 mil quando há despesas muito maiores em áreas que poderiam dialogar com a cultura, mas não dialogam. Não podemos aceitar que apresentações de drone recebam mais recursos do que todos os fazedores de cultura juntos. A cidade precisa rever suas prioridades.”

O parlamentar lembrou que o Sistema Municipal de Cultura — considerado um dos mais modernos do país — ainda não foi regulamentado por decreto, o que impede que o fundo tenha vinculação mínima obrigatória. “Sem regulamentação, o prefeito pode colocar o valor que quiser no Fundo Municipal. Regulamentado, ele passa a ser obrigado a garantir um percentual anual. Portanto, essa será uma das nossas pautas centrais”, afirmou.

O parlamentar convocou os artistas a participarem da votação da LOA. “É fundamental que vocês estejam presentes na sessão de votação. A cultura precisa ser vista e precisa ser ouvida.”

Apontamentos dos fazedores de cultura

Representantes de diversas áreas culturais apresentaram falas técnicas, políticas e emocionais sobre os desafios enfrentados diante do orçamento reduzido. A coordenadora do Escritório Estadual do Ministério da Cultura, Camila Cabeça, destacou que o município corre risco de sofrer desinvestimento federal, caso não garanta contrapartida mínima prevista na Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

“A cultura é um direito constitucional. Para que Rio Branco continue recebendo recursos da PNAB, é necessário que o município assegure investimentos próprios. Sem isso, podemos perder repasses federais importantes”, alertou.

A representante do Comitê de Cultura do Acre, Cláudia Toledo, classificou como “vergonhoso” o valor de R$ 100 mil para o Fundo Municipal. “Cem mil reais não contemplam sequer uma pequena parte das demandas. A cultura transforma vidas, alcança jovens em vulnerabilidade, movimenta a economia criativa. Não existe desenvolvimento possível sem investimento cultural.”

O Movimento Junino, representado por Adalcimar dos Santos ressaltou que o calendário junino movimenta comunidades, gera renda e precisa estar previsto no orçamento. “O movimento junino não pode depender todos os anos de negociações pontuais. Precisamos estar dentro do orçamento, pois fazemos parte da identidade da cidade”, afirmou.

Representantes da capoeira ressaltaram o papel social da prática e cobraram mais apoio do poder público.

Também participaram representantes da música, povos originários, literatura, artes cênicas e do movimento hip-hop, todos reforçando a necessidade de ampliação dos recursos e da democratização da política cultural.





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Aleac aprova recursos para o futebol acreano, altera LDO e aprova requerimentos de fiscalização e audiência pública

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Os deputados aprovaram, durante a Ordem do Dia desta quarta-feira (4), projetos do Poder Executivo e requerimentos parlamentares voltados ao esporte, orçamento estadual, fiscalização de contratos públicos e debate sobre inovação digital na área da infância.

Recursos para o futebol acreano

Foi aprovado o Projeto de Lei nº 36/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o Poder Executivo a destinar recursos financeiros na ordem de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) para o fomento do desporto de alto rendimento, especificamente para o futebol acreano, no exercício de 2026.

A presente proposta visa assegurar a execução dos campeonatos estaduais de futebol de 2026, fomentando o desporto de alto rendimento no Estado por meio de parcerias com federações estaduais e entidades promotoras do esporte, e garantindo condições adequadas para o treinamento, desenvolvimento e competitividade das equipes esportivas que participam do certame.

 Alteração na LDO de 2026

Também foi aprovado o Projeto de Lei nº 37/2026, de autoria do Executivo, que altera a Lei nº 4.627, de 31 de julho de 2025, que trata das Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2026. A mudança diz respeito ao demonstrativo das emendas parlamentares. O projeto foi aprovado por 14 votos.

 Fiscalização de contrato da Orla do 15

No campo da fiscalização, foi aprovado o Requerimento nº 21/2026, de autoria do deputado Emerson Jarude (Novo), solicitando esclarecimentos ao governador Gladson Cameli e ao secretário de Estado de Obras Públicas sobre o Contrato nº 65/2022, firmado com a empresa Construtora Maximus Ltda.

O contrato, no valor de R$ 21,6 milhões, previa a execução do serviço de humanização da Orla do 15, em Rio Branco. Segundo o parlamentar, constam no Portal da Transparência pagamentos de aproximadamente R$ 14,7 milhões, apesar de o contrato ter sido rescindido por atraso na execução.

O requerimento solicita:

  1. Relação detalhada de pagamentos realizados;
  2. Cópia das medições e relatórios técnicos;
  3. Percentual de execução física no momento da rescisão;
  4. Cópia do ato de rescisão contratual;
  5. Informações sobre eventual apuração de dano ao erário;
  6. Informação sobre execução da garantia contratual.

 Debate sobre ECA Digital

Já o Requerimento nº 20/2026, de autoria do deputado Eduardo Ribeiro (PSD), solicita a realização de audiência pública para debater a implementação do ECA Digital e seus benefícios. A audiência está prevista para ocorrer no dia 16 de março de 2026, em Rio Branco.

Com a pauta destrancada após a apreciação dos vetos, a sessão aprovou matérias voltadas para o esporte, no planejamento orçamentário e no exercício da função fiscalizadora do Parlamento estadual.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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