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POLÍTICA

Kamai alerta para racismo estrutural e cobra efetividade da educação antirracista em Rio Branco — Câmara Municipal de Rio Branco

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O vereador André Kamai (PT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco, na sessão de quarta-feira, 19, para fazer um pronunciamento firme sobre o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira, 20. Em discurso carregado de recortes históricos, o parlamentar afirmou que o Brasil foi construído sobre bases racistas e que o enfrentamento a essa estrutura “não pode ser tratado como simbólico, mas como tarefa urgente do Estado brasileiro”.

Kamai ressaltou que a formação do país se deu a partir da exploração de africanos sequestrados e escravizados, além da violenta colonização sobre povos indígenas. Segundo ele, a abolição não significou inclusão: “as pessoas libertadas foram simplesmente jogadas à própria sorte, sem assistência, sem políticas de Estado, sem acesso à educação, à terra ou ao trabalho digno. A consequência desse abandono ainda estrutura o Brasil de hoje”, afirmou.

O vereador citou indicadores que revelam desigualdades persistentes. Ele destacou que a maior parte das mulheres vítimas de feminicídio é negra, que o Congresso Nacional permanece majoritariamente branco e que as prisões brasileiras são formadas, em sua maioria, por pessoas negras e pobres. Para Kamai, esses dados não representam coincidência, mas evidência histórica: “Isso não acontece porque pessoas negras têm ‘espírito ruim’. Acontece porque essa população foi marginalizada por séculos”.

O parlamentar também defendeu políticas de ação afirmativa e a importância das relações de trabalho regulamentadas para reduzir desigualdades. Ele lembrou que trabalhadores brasileiros são, em sua maioria, pretos, pardos e indígenas, e que garantias mínimas previstas na CLT são essenciais para assegurar dignidade.

Kamai direcionou parte do discurso à educação, afirmando que a Lei 10.639/2003 — que estabelece o ensino da história e cultura afro-brasileira — ainda não é plenamente cumprida nas escolas. Para ele, o combate ao racismo precisa começar na sala de aula, enfrentando também o racismo religioso e todas as formas de discriminação naturalizadas no cotidiano.

Por fim, o parlamentar pediu que a Câmara, o Executivo e demais instituições assumam compromisso real com a pauta: “É fundamental que a educação antirracista avance. O povo negro não pode continuar carregando sozinho as consequências de uma história que o país se recusa a encarar”.





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Aleac aprova recursos para o futebol acreano, altera LDO e aprova requerimentos de fiscalização e audiência pública

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Os deputados aprovaram, durante a Ordem do Dia desta quarta-feira (4), projetos do Poder Executivo e requerimentos parlamentares voltados ao esporte, orçamento estadual, fiscalização de contratos públicos e debate sobre inovação digital na área da infância.

Recursos para o futebol acreano

Foi aprovado o Projeto de Lei nº 36/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o Poder Executivo a destinar recursos financeiros na ordem de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) para o fomento do desporto de alto rendimento, especificamente para o futebol acreano, no exercício de 2026.

A presente proposta visa assegurar a execução dos campeonatos estaduais de futebol de 2026, fomentando o desporto de alto rendimento no Estado por meio de parcerias com federações estaduais e entidades promotoras do esporte, e garantindo condições adequadas para o treinamento, desenvolvimento e competitividade das equipes esportivas que participam do certame.

 Alteração na LDO de 2026

Também foi aprovado o Projeto de Lei nº 37/2026, de autoria do Executivo, que altera a Lei nº 4.627, de 31 de julho de 2025, que trata das Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2026. A mudança diz respeito ao demonstrativo das emendas parlamentares. O projeto foi aprovado por 14 votos.

 Fiscalização de contrato da Orla do 15

No campo da fiscalização, foi aprovado o Requerimento nº 21/2026, de autoria do deputado Emerson Jarude (Novo), solicitando esclarecimentos ao governador Gladson Cameli e ao secretário de Estado de Obras Públicas sobre o Contrato nº 65/2022, firmado com a empresa Construtora Maximus Ltda.

O contrato, no valor de R$ 21,6 milhões, previa a execução do serviço de humanização da Orla do 15, em Rio Branco. Segundo o parlamentar, constam no Portal da Transparência pagamentos de aproximadamente R$ 14,7 milhões, apesar de o contrato ter sido rescindido por atraso na execução.

O requerimento solicita:

  1. Relação detalhada de pagamentos realizados;
  2. Cópia das medições e relatórios técnicos;
  3. Percentual de execução física no momento da rescisão;
  4. Cópia do ato de rescisão contratual;
  5. Informações sobre eventual apuração de dano ao erário;
  6. Informação sobre execução da garantia contratual.

 Debate sobre ECA Digital

Já o Requerimento nº 20/2026, de autoria do deputado Eduardo Ribeiro (PSD), solicita a realização de audiência pública para debater a implementação do ECA Digital e seus benefícios. A audiência está prevista para ocorrer no dia 16 de março de 2026, em Rio Branco.

Com a pauta destrancada após a apreciação dos vetos, a sessão aprovou matérias voltadas para o esporte, no planejamento orçamentário e no exercício da função fiscalizadora do Parlamento estadual.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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