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Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar

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Completar 65 anos em 2026 não significa, automaticamente, ter direito à aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, a idade mínima passou a ser apenas um dos critérios exigidos para a concessão do benefício.

Para solicitar a aposentadoria por idade, os trabalhadores também precisam cumprir um tempo mínimo de contribuição e a carência exigida pelo sistema previdenciário. As regras variam de acordo com o momento em que o segurado passou a contribuir para o INSS.

No caso dos homens, a idade mínima continua sendo de 65 anos. No entanto, o tempo de contribuição depende da data de filiação ao sistema. Quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019 precisa comprovar pelo menos 15 anos de pagamentos ao INSS. Já os trabalhadores que começaram a contribuir após a reforma precisam ter, no mínimo, 20 anos de contribuição.

Para as mulheres, a idade mínima foi fixada em 62 anos, com exigência de pelo menos 15 anos de contribuição. Assim, caso uma segurada complete 65 anos em 2026 e ainda não tenha solicitado o benefício, o requisito de idade já estará cumprido, restando apenas a verificação do tempo de contribuição.

Além do tempo mínimo exigido, o INSS também estabelece a chamada carência, que corresponde a 180 meses de contribuições realizadas ao longo da vida laboral. Esse período equivale a 15 anos de pagamentos ao sistema previdenciário.

Alguns períodos podem ser considerados no cálculo, como tempo de trabalho rural ou afastamentos por auxílio-doença, desde que estejam corretamente registrados e validados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Para quem ainda não atingiu a idade mínima para aposentadoria por idade, continuam valendo as chamadas regras de transição criadas pela Reforma da Previdência. Em 2026, essas regras exigem pontuação mínima que combina idade e tempo de contribuição.

Na chamada regra dos pontos, os homens precisam somar 103 pontos, com pelo menos 35 anos de contribuição. Para as mulheres, a exigência é de 93 pontos e um mínimo de 30 anos de contribuição.

Outra possibilidade é a regra da idade mínima progressiva. Nesse caso, em 2026, os homens precisam ter ao menos 64 anos e seis meses de idade e 35 anos de contribuição. Já as mulheres devem ter 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição.

Para saber se já é possível solicitar o benefício, o segurado pode utilizar o simulador disponível no site ou no aplicativo Meu INSS. A ferramenta calcula automaticamente a idade, o tempo de contribuição e a pontuação com base nas informações registradas no sistema.

O valor da aposentadoria é calculado a partir da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador desde julho de 1994. Em alguns casos, adiar o pedido por alguns meses pode aumentar o valor final do benefício.

Simulador de aposentadoria do INSS é reativado

O sistema passou por uma migração para uma infraestrutura mais moderna, visando maior estabilidade e segurança, segundo o Ministério da Previdência Social.

Agência Brasil | 06:30 – 05/02/2026



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Salário mínimo terá ganho real de 2,3% em 2027 após alta do PIB de 2025

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(FOLHAPRESS) – O salário mínimo terá reajuste acima da inflação de 2,3% em 2027, equivalente ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado. O aumento anual do piso leva em conta a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) que for acumulado em 12 meses até novembro deste ano, mais o crescimento do PIB de 2025.

O avanço de 2,3% do PIB em 2025 é o menor em cinco anos. A economia havia crescido 4,8% em 2021, 3% em 2022, 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Antes disso, o resultado mais baixo foi a retração de 3,3% em 2020, ano da pandemia de Covid-19.

O valor final do salário mínimo em 2027 dependerá do comportamento do INPC acumulado até novembro de 2026, que será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) só no início do ano que vem.

Neste ano, o salário mínimo é de R$ 1.621 -aumento de R$ 103 em relação a 2025, quando o piso era de R$ 1.518. O reajuste total foi de 6,79%, dos quais 4,18% corresponderam à inflação medida pelo INPC.

Segundo regra do Ministério da Fazenda, o ganho real está sujeito aos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal, que prevê aumento acima da inflação dentro de um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Como o PIB avançou 2,3% em 2025, esse crescimento poderá ser integralmente incorporado ao reajuste, por estar abaixo do teto de 2,5%. Nos anos recentes, o crescimento do PIB superou 2,5%, mas o reajuste do salário mínimo ficou limitado ao teto.

Caso o PIB tivesse registrado crescimento inferior a 0,6%, o piso ainda assim teria garantido um aumento real mínimo de 0,6%.

Os limites foram definidos no arcabouço fiscal como forma de controlar o ritmo de crescimento das despesas públicas. Na prática, a regra estabelece um piso e um teto para o aumento real, buscando conciliar a política de valorização do salário mínimo, que serve de referência para aposentadorias, benefícios assistenciais e outras despesas obrigatórias, com as metas de equilíbrio das contas públicas.

Ao impor esse intervalo, o governo também preserva espaço no Orçamento para as chamadas despesas discricionárias, em que há liberdade de escolha para o gasto.

O salário mínimo é o menor valor mensal que um trabalhador pode receber no país por uma jornada regular. Ele pressiona os gastos do governo por ser a referência para benefícios previdenciários e sociais, funcionando como baliza para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo.

Aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), por exemplo, não podem ficar abaixo do salário mínimo. Sempre que há reajuste, quem recebe um benefício pelo piso também passa a ganhar o novo valor. Outro benefício atrelado ao piso nacional é o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Estados podem fixar pisos regionais acima do nacional, mas nunca abaixo dele.

Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar

Completar 65 anos não garante automaticamente o benefício do INSS. Após a Reforma da Previdência, trabalhadores precisam cumprir tempo mínimo de contribuição e carência. Entenda quais regras valem em 2026 e como verificar se já é possível solicitar a aposentadoria

Notícias ao Minuto | 08:45 – 09/03/2026



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