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‘Vai morrer gente, acho’, diz Trump ao ser indagado sobre possível retaliação em solo dos EUA
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu em entrevista à revista Time a possibilidade de retaliações do Irã atingirem o território americano. “Como eu disse, algumas pessoas vão morrer. Quando se vai à guerra, algumas pessoas morrem”, afirmou.
Para Trump, os americanos já se preocupavam o tempo todo com ataques em solo nacional. “Nós pensamos nisso o tempo todo. Nós nos planejamos para isso. Mas sim, sabe, esperamos algumas coisas”, disse.
O Irã respondeu aos ataques americanos e israelenses com bombardeios de mísseis e drones contra bases dos Estados Unidos e territórios aliados, mirando instalações militares no Golfo.
Seis militares americanos foram mortos por um drone iraniano em um centro de comando dos EUA no Kuwait.
Segundo a Time, Trump havia acabado de chegar ao resort Mar-a-Lago, sua casa em Palm Beach, na Flórida, na noite de sexta-feira, 27 de fevereiro, quando foi avisado por autoridades da inteligência americana sobre a possível localização ao aiatolá Ali Khamenei, então líder supremo do Irã.
Em reunião com altos oficiais militares e de inteligência, ele decidiu lançar o ataque contra o regime iraniano que matou Khamenei.
“Fomos bem antes do previsto”, disse Trump em uma ligação telefônica com a Time, na quinta-feira (4). “Íamos fazer isso em mais uma semana”.
Na entrevista, ele reforçou o comprometimento dos Estados Unidos com a mudança de regime no Oriente Médio. Disse que pretende desempenhar um papel importante na formação do próximo governo iraniano.
“Uma das coisas que vou pedir é a capacidade de trabalhar com eles na escolha de um novo líder”, afirmou. “Não passei por tudo isso para acabar com outro Khamenei. Quero estar envolvido na seleção. Eles podem escolher, mas temos que garantir que seja alguém razoável para os Estados Unidos.”
O presidente americano afirmou que seu objetivo é eliminar a ameaça nuclear do Irã, desmantelar o programa de mísseis e instalar um governo pró-Ocidente.
“Precisamos poder lidar com pessoas sãs e racionais”, declarou.
Trump descreveu a missão como preventiva. “América em primeiro lugar é realmente sobre manter a América saudável e bem, e não deixar que outros países, sabe, nos ataquem”, disse. “Há ocasiões em que você não tem escolha. Esta foi uma dessas ocasiões.”
“Eles não podem ter uma arma nuclear. Isso é o número um, dois e três. Número quatro, nada de mísseis balísticos”, afirmou. Outro objetivo, segundo ele, é colocar “alguém que seja racional e são” para liderar o Irã.
O presidente acredita que os objetivos da guerra sejam alcançados em quatro ou cinco semanas, mas admite um prazo estendido. “Não tenho limite de tempo para nada. Quero que seja feito.”
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NASA exclui colisão do asteroide 2024 YR4 com a Lua
O ano de 2026 não está tendo um começo fácil. No entanto, entre o início de guerras e os aumentos (acentuados) nos preços dos combustíveis, há pelo menos um problema a menos para se preocupar: o asteroide 2024 YR4 não vai colidir com a Lua em 2032.
Quem afirma isso é a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que, com base em observações realizadas pelo instrumento NIRCam do Telescópio Espacial James Webb, conseguiu descartar a hipótese de uma colisão entre o asteroide e o satélite natural da Terra nos próximos anos.
Essas observações, feitas entre 18 e 26 de fevereiro, foram analisadas pelo Center for Near-Earth Object Studies, do Jet Propulsion Laboratory da NASA. A análise determinou que o asteroide passará a pouco mais de 21 mil quilômetros de distância da Lua no dia 22 de dezembro de 2032.
Vale lembrar que o 2024 YR4 começou a ser observado no fim de 2024 e, no início de 2025, as observações ainda não permitiam determinar se a Terra estava completamente livre do risco de uma possível colisão com esse asteroide.
Asteroide 2024 YR4 © ESA
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