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Autoridade Portuária projeta novo recorde em Santos em 2025

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ALEX SABINO
SANTOS, SP (FOLHAPRESS) – A APS (Autoridade Portuária de Santos) estima que o porto de Santos bateu recorde de movimentação pelo nono ano consecutivo, com 185 milhões de toneladas movimentadas em 2025, de acordo com cálculos preliminares. Se confirmada, será a maior marca da história do principal complexo portuário da América Latina.

O volume representará também um crescimento de 2,8% em relação a 2024, quando transitaram pelo porto 179,8 milhões de toneladas. A avaliação é que o número de navios atracados tenha sido, em 2025, superior aos 5.557 do ano anterior.

A última vez que o porto de Santos viu um decréscimo no volume foi em 2016, quando recuou de 119,9 milhões para 113,8 milhões de toneladas.

Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado foi de 7%, afirma a APS.

Os recordes se repetem apesar das críticas de empresários do setor quanto a problemas de infraestrutura, vias de acesso deficientes, demora para atracação e a necessidade de aumentar a profundidade do canal.

São avaliações que o presidente da Autoridade, Anderson Pomini, considera pontuais e que não refletiriam a visão geral do porto.

“É algo exclusivamente setorial. Quem pesquisar todas as cargas, não terá esse sentimento. A reclamação de algumas empresas acontece porque o próprio mercado seleciona qual carga proporciona o maior retorno econômico”, diz ele. O raciocínio é que as movimentações de menor valor agregado não encontram a mesma prioridade nos terminais.

Segundo Pomini, Santos uma estrutura diferente dos demais complexos portuários mais importantes do mundo por ser é multipropósito. Ou seja, não recebe apenas contêineres ou as chamadas “cargas soltas”. O porto transporta e armazena tudo.
Ainda de acordo com a APS, em 2025 foram investidos R$ 2 bilhões em obras na região. A previsão é de mais R$ 9 bilhões entre 2026 e 2028.

INVESTIMENTOS

Em documento apresentado no final do ano passado, a APS listou os investimentos que devem ser realizados entre o final de 2026 e 2028. Entre eles, estão obras no acesso à margem direita do porto, dois novos viadutos, construção da avenida perimetral, na margem esquerda (Guarujá), incentivos para a descarbonização do setor, aprofundamento do canal para 16 metros, e leilão de novo terminal de granéis.

Apesar de não ser uma obra portuária, o túnel entre Santos e Guarujá vai ligar as duas margens do porto.

Há também planos, como publicado para a Folha, de fazer a concessão da usina de Itatinga para a produção de hidrogênio verde pela iniciativa privada.

“Nosso desafio é comprovar que um porto público pode ter a eficiência que o mercado tem”, afirma Pomini.

Considerado a joia da coroa das concessões, o Tecon 10, o megaterminal no bairro do Saboó, em Santos, será leiloado em breve. Após a modelagem recomendada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), o governo federal espera realizar o certame em março deste ano.

O novo terminal deve entrar em operação em 2027. Quando atingir a capacidade máxima, em 2034, a previsão é que movimente 50% da da carga total do porto. Os planos iniciais para esta nova estrutura foram realizados em 2013.

A estimativa da entidade é que com a entrada em operação do megaterminal, o porto fique entre os 20 maiores do planeta na “Lloyd’s list”, uma das publicações portuárias mais antigas do mundo, lançada em 1734, e que analisa dados marítimos e portuários.

No ano passado, Santos subiu da 43ª para a 37ª posição. É a única estrutura portuária brasileira entre as 100 primeiras.



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Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar

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Completar 65 anos em 2026 não significa, automaticamente, ter direito à aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, a idade mínima passou a ser apenas um dos critérios exigidos para a concessão do benefício.

Para solicitar a aposentadoria por idade, os trabalhadores também precisam cumprir um tempo mínimo de contribuição e a carência exigida pelo sistema previdenciário. As regras variam de acordo com o momento em que o segurado passou a contribuir para o INSS.

No caso dos homens, a idade mínima continua sendo de 65 anos. No entanto, o tempo de contribuição depende da data de filiação ao sistema. Quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019 precisa comprovar pelo menos 15 anos de pagamentos ao INSS. Já os trabalhadores que começaram a contribuir após a reforma precisam ter, no mínimo, 20 anos de contribuição.

Para as mulheres, a idade mínima foi fixada em 62 anos, com exigência de pelo menos 15 anos de contribuição. Assim, caso uma segurada complete 65 anos em 2026 e ainda não tenha solicitado o benefício, o requisito de idade já estará cumprido, restando apenas a verificação do tempo de contribuição.

Além do tempo mínimo exigido, o INSS também estabelece a chamada carência, que corresponde a 180 meses de contribuições realizadas ao longo da vida laboral. Esse período equivale a 15 anos de pagamentos ao sistema previdenciário.

Alguns períodos podem ser considerados no cálculo, como tempo de trabalho rural ou afastamentos por auxílio-doença, desde que estejam corretamente registrados e validados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Para quem ainda não atingiu a idade mínima para aposentadoria por idade, continuam valendo as chamadas regras de transição criadas pela Reforma da Previdência. Em 2026, essas regras exigem pontuação mínima que combina idade e tempo de contribuição.

Na chamada regra dos pontos, os homens precisam somar 103 pontos, com pelo menos 35 anos de contribuição. Para as mulheres, a exigência é de 93 pontos e um mínimo de 30 anos de contribuição.

Outra possibilidade é a regra da idade mínima progressiva. Nesse caso, em 2026, os homens precisam ter ao menos 64 anos e seis meses de idade e 35 anos de contribuição. Já as mulheres devem ter 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição.

Para saber se já é possível solicitar o benefício, o segurado pode utilizar o simulador disponível no site ou no aplicativo Meu INSS. A ferramenta calcula automaticamente a idade, o tempo de contribuição e a pontuação com base nas informações registradas no sistema.

O valor da aposentadoria é calculado a partir da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador desde julho de 1994. Em alguns casos, adiar o pedido por alguns meses pode aumentar o valor final do benefício.

Simulador de aposentadoria do INSS é reativado

O sistema passou por uma migração para uma infraestrutura mais moderna, visando maior estabilidade e segurança, segundo o Ministério da Previdência Social.

Agência Brasil | 06:30 – 05/02/2026



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