ECONOMIA
Gigante chinesa BYD bate Tesla com recorde de vendas anuais de carros elétricos em 2025
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A gigante chinesa BYD bateu um recorde global de vendas anuais de carros elétricos, com 2,26 milhões de unidades comercializadas em 2025, segundo um comunicado publicado pela empresa na Bolsa de Hong Kong.
O número coloca a companhia asiática em posição de ultrapassar pela primeira vez a americana Tesla, do magnata Elon Musk, em vendas anuais. No ano completo, a Tesla entregou 1,64 milhão de veículos, em comparação com 1,79 milhão em 2024.
A companhia californiana, até agora líder neste setor emergente, t em apresentado queda nas vendas na Europa desde o final de 2024 devido ao aumento da concorrência, à sua linha de produtos desatualizada e aos protestos contra os elogios públicos de Musk a figuras políticas de direita europeias.
A BYD, com sede em Shenzhen e que também produz carros híbridos, anunciou os dados em um comunicado publicado na Bolsa de Hong Kong, onde está listada.
A empresa, fundada em 1995 e que inicialmente fabricava baterias, domina o mercado chinês de veículos elétricos, o maior do mundo.
Agora, quer ampliar sua presença no exterior, mas, assim como seus concorrentes chineses, enfrenta altas tarifas nos Estados Unidos.
A Tesla superou a BYD nas vendas anuais de veículos elétricos em 2024, com 1,79 milhão da empresa americana contra 1,76 milhão da chinesa.
Nesta sexta, a Tesla divulgou uma queda maior do que a esperada nas entregas do quarto trimestre e registrou o segundo declínio consecutivo nas vendas anuais, enquanto lutava para impulsionar a demanda por seus veículos elétricos após a retirada dos incentivos fiscais.
Mesmo com o lançamento de versões mais baratas dos seus veículos elétricos mais vendidos, aTesla informou que entregou 418.227 veículos no trimestre de outubro a dezembro, uma queda de 15,6% em relação aos 495.570 do ano anterior. Analistas esperavam 434.487 veículos, ou uma queda de 12,3%, segundo a Visible Alpha.
Analistas consultados pela Visible Alpha esperavam entregas de cerca de 1,65 milhão de veículos em 2025, marcando o segundo declínio anual consecutivo da empresa.
As ações subiram 1,9% nas negociações antes da abertura do mercado.
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Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar
Completar 65 anos em 2026 não significa, automaticamente, ter direito à aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, a idade mínima passou a ser apenas um dos critérios exigidos para a concessão do benefício.
Para solicitar a aposentadoria por idade, os trabalhadores também precisam cumprir um tempo mínimo de contribuição e a carência exigida pelo sistema previdenciário. As regras variam de acordo com o momento em que o segurado passou a contribuir para o INSS.
No caso dos homens, a idade mínima continua sendo de 65 anos. No entanto, o tempo de contribuição depende da data de filiação ao sistema. Quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019 precisa comprovar pelo menos 15 anos de pagamentos ao INSS. Já os trabalhadores que começaram a contribuir após a reforma precisam ter, no mínimo, 20 anos de contribuição.
Para as mulheres, a idade mínima foi fixada em 62 anos, com exigência de pelo menos 15 anos de contribuição. Assim, caso uma segurada complete 65 anos em 2026 e ainda não tenha solicitado o benefício, o requisito de idade já estará cumprido, restando apenas a verificação do tempo de contribuição.
Além do tempo mínimo exigido, o INSS também estabelece a chamada carência, que corresponde a 180 meses de contribuições realizadas ao longo da vida laboral. Esse período equivale a 15 anos de pagamentos ao sistema previdenciário.
Alguns períodos podem ser considerados no cálculo, como tempo de trabalho rural ou afastamentos por auxílio-doença, desde que estejam corretamente registrados e validados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Para quem ainda não atingiu a idade mínima para aposentadoria por idade, continuam valendo as chamadas regras de transição criadas pela Reforma da Previdência. Em 2026, essas regras exigem pontuação mínima que combina idade e tempo de contribuição.
Na chamada regra dos pontos, os homens precisam somar 103 pontos, com pelo menos 35 anos de contribuição. Para as mulheres, a exigência é de 93 pontos e um mínimo de 30 anos de contribuição.
Outra possibilidade é a regra da idade mínima progressiva. Nesse caso, em 2026, os homens precisam ter ao menos 64 anos e seis meses de idade e 35 anos de contribuição. Já as mulheres devem ter 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição.
Para saber se já é possível solicitar o benefício, o segurado pode utilizar o simulador disponível no site ou no aplicativo Meu INSS. A ferramenta calcula automaticamente a idade, o tempo de contribuição e a pontuação com base nas informações registradas no sistema.
O valor da aposentadoria é calculado a partir da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador desde julho de 1994. Em alguns casos, adiar o pedido por alguns meses pode aumentar o valor final do benefício.





