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Guerra no Oriente Médio pode afetar um terço das exportações de frango e milho do Brasil

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MAELI PRADO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A escalada dos conflitos no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã neste sábado (28) afetará principalmente as exportações brasileiras de frango e milho, os dois principais produtos vendidos à região.

Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que o Oriente Médio recebeu US$ 3 bilhões em carne de frango no ano passado, o equivalente a 34,8% de todas as vendas brasileiras do produto no período.

No caso do milho, cujas vendas à região somaram US$ 2,7 bilhões, 32,4% das exportações totais do cereal. Em terceiro lugar no ranking dos itens em que a região tem maior peso, está o açúcar, com 16,8% do total exportado do produto.

As exportações brasileiras ao Oriente Médio totalizaram US$ 16,1 bilhões em 2025, o equivalente a 4,6% de todas as vendas do Brasil a outros países. As vendas para o Irã somaram US$ 2,9 bilhões, ou 0,83% das exportações brasileiras.

A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) afirmou em nota que a entidade está mapeando os pontos críticos à logística na região influenciada pelo conflito e que considera alternativas de transporte.

“Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região. Vale ressaltar que não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, afirmou a associação.

Do lado das importações do Oriente Médio, os fertilizantes estão entre os itens mais relevantes, com US$ 2,2 bilhões adquiridos por compradores brasileiros no ano passado. O valor equivale a 14,4% do total importado do produto. O Brasil ainda importou US$ 3,1 milhões em petróleo e derivados da região -o montante representa 10,2% do total importado do produto.

No ano passado, os brasileiros importaram US$ 7,1 bilhões do Oriente Médio, o equivalente a 2,5% das compras totais.
Para especialistas, o impacto sobre o comércio exterior dependerá da duração da guerra no Irã.

“Se a crise durar até uma semana, 10 dias no máximo, como já aconteceu outras vezes, o mercado mais ou menos se adapta. Se demorar mais, começa a haver alta nos contratos de seguro e de custo de frete para aquela região”, afirma Welber Barral, fundador da consultoria BMJ, consultor em comércio internacional e ex-secretário de Comércio Exterior.

Segundo o Financial Times, as seguradoras informaram no final de semana aos armadores que cancelariam as apólices e aumentariam os preços dos seguros para embarcações que transitassem pelo golfo Pérsico e pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo.

Para o presidente-executivo da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, a guerra tende a ser positiva para o comércio exterior brasileiro. Isso acontecerá pelo aumento em valores das exportações de soja e petróleo, já que os preços tendem a subir.

“A tendência é que a guerra aumente o superávit comercial, principalmente via soja e petróleo. Mas é importante ressaltar que o cenário ainda está muito volátil, tudo pode mudar dependendo dos desdobramentos da guerra”, afirmou.

Na tarde desta segunda o petróleo Brent, referência mundial, subia 6,4%, cotado a US$ 77,50. As ações da Petrobras subiam cerca de 4%.

Leia Também: Focus: mediana de IPCA 2026 segue em 3,91%



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Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar

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Completar 65 anos em 2026 não significa, automaticamente, ter direito à aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, a idade mínima passou a ser apenas um dos critérios exigidos para a concessão do benefício.

Para solicitar a aposentadoria por idade, os trabalhadores também precisam cumprir um tempo mínimo de contribuição e a carência exigida pelo sistema previdenciário. As regras variam de acordo com o momento em que o segurado passou a contribuir para o INSS.

No caso dos homens, a idade mínima continua sendo de 65 anos. No entanto, o tempo de contribuição depende da data de filiação ao sistema. Quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019 precisa comprovar pelo menos 15 anos de pagamentos ao INSS. Já os trabalhadores que começaram a contribuir após a reforma precisam ter, no mínimo, 20 anos de contribuição.

Para as mulheres, a idade mínima foi fixada em 62 anos, com exigência de pelo menos 15 anos de contribuição. Assim, caso uma segurada complete 65 anos em 2026 e ainda não tenha solicitado o benefício, o requisito de idade já estará cumprido, restando apenas a verificação do tempo de contribuição.

Além do tempo mínimo exigido, o INSS também estabelece a chamada carência, que corresponde a 180 meses de contribuições realizadas ao longo da vida laboral. Esse período equivale a 15 anos de pagamentos ao sistema previdenciário.

Alguns períodos podem ser considerados no cálculo, como tempo de trabalho rural ou afastamentos por auxílio-doença, desde que estejam corretamente registrados e validados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Para quem ainda não atingiu a idade mínima para aposentadoria por idade, continuam valendo as chamadas regras de transição criadas pela Reforma da Previdência. Em 2026, essas regras exigem pontuação mínima que combina idade e tempo de contribuição.

Na chamada regra dos pontos, os homens precisam somar 103 pontos, com pelo menos 35 anos de contribuição. Para as mulheres, a exigência é de 93 pontos e um mínimo de 30 anos de contribuição.

Outra possibilidade é a regra da idade mínima progressiva. Nesse caso, em 2026, os homens precisam ter ao menos 64 anos e seis meses de idade e 35 anos de contribuição. Já as mulheres devem ter 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição.

Para saber se já é possível solicitar o benefício, o segurado pode utilizar o simulador disponível no site ou no aplicativo Meu INSS. A ferramenta calcula automaticamente a idade, o tempo de contribuição e a pontuação com base nas informações registradas no sistema.

O valor da aposentadoria é calculado a partir da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador desde julho de 1994. Em alguns casos, adiar o pedido por alguns meses pode aumentar o valor final do benefício.

Simulador de aposentadoria do INSS é reativado

O sistema passou por uma migração para uma infraestrutura mais moderna, visando maior estabilidade e segurança, segundo o Ministério da Previdência Social.

Agência Brasil | 06:30 – 05/02/2026



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