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Veja como fica o desconto do INSS no seu salário em 2026

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(FOLHAPRESS) — Profissionais com carteira assinada, empregadores de trabalhadores domésticos e contribuintes avulsos passarão a pagar novos valores de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2026.

A Previdência Social divulgou a nova tabela de contribuição, válida desde 1º de janeiro, para trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Os novos valores começarão a ser descontados nos salários pagos a partir de fevereiro.

As faixas de contribuição foram atualizadas com base na inflação acumulada em 2025, de 3,90%, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O mesmo índice foi utilizado no reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo. As alíquotas referentes aos salários de janeiro só serão recolhidas em fevereiro, já que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição relativa ao mês anterior.

Nova tabela de descontos do INSS
A tabela de contribuição dos segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos, válida desde janeiro, ficou definida da seguinte forma:

Até R$ 1.621,00: 7,5%
De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
A pedido da reportagem, o advogado Wagner da Silva e Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados, simulou quanto os trabalhadores irão contribuir ao INSS ao longo dos próximos 12 meses. Os cálculos consideram o reajuste da tabela pela inflação do ano anterior e o novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621.

Os valores de contribuição de autônomos e segurados facultativos também levam em conta o piso do salário mínimo e o teto do INSS, que passou para R$ 8.475,55.

Trabalhadores com carteira assinada e domésticos
As alíquotas, que variam de 7,5% a 14%, são progressivas e incidem conforme a faixa salarial de trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Essa sistemática está em vigor desde a reforma da Previdência, implementada em novembro de 2019.

Os percentuais são aplicados de forma escalonada sobre cada faixa de remuneração, e não sobre o salário total. No caso dos assalariados, o recolhimento é feito diretamente pelo empregador.

Confira a simulação de contribuição mensal ao INSS para diferentes níveis de renda:

R$ 1.621,00: R$ 121,58
R$ 2.000,00: R$ 155,69
R$ 2.500,00: R$ 200,69
R$ 3.000,00: R$ 248,60
R$ 3.500,00: R$ 308,60
R$ 4.000,00: R$ 368,60
R$ 4.500,00: R$ 431,51
R$ 5.000,00: R$ 501,51
R$ 5.500,00: R$ 571,51
R$ 6.000,00: R$ 641,51
R$ 6.500,00: R$ 711,51
R$ 7.000,00: R$ 781,51
R$ 7.500,00: R$ 851,51
R$ 8.000,00: R$ 921,51
R$ 8.475,55: R$ 988,09
Trabalhadores autônomos
Contribuintes individuais, facultativos e donas de casa de baixa renda que recolhem sobre um salário mínimo passam a considerar o novo piso nacional, de R$ 1.621.

Autônomos que prestam serviços a pessoas físicas podem optar pela alíquota de 11% sobre o salário mínimo. Nesse caso, o direito à aposentadoria é restrito à modalidade por idade, com valor limitado ao salário mínimo.

Veja a simulação considerando a alíquota de 11%:

R$ 1.621,00: R$ 178,31
R$ 2.000,00: R$ 220,00
R$ 2.500,00: R$ 275,00
R$ 3.000,00: R$ 330,00
R$ 3.500,00: R$ 385,00
R$ 4.000,00: R$ 440,00
R$ 4.500,00: R$ 495,00
R$ 5.000,00: R$ 550,00
R$ 5.500,00: R$ 605,00
R$ 6.000,00: R$ 660,00
R$ 6.500,00: R$ 715,00
R$ 7.000,00: R$ 770,00
R$ 7.500,00: R$ 825,00
R$ 8.000,00: R$ 880,00
R$ 8.475,55: R$ 932,31
Outra possibilidade é a contribuição de 20% sobre um valor entre o salário mínimo e o teto do INSS. Confira a simulação:

R$ 1.621,00: R$ 324,20
R$ 2.000,00: R$ 400,00
R$ 2.500,00: R$ 500,00
R$ 3.000,00: R$ 600,00
R$ 3.500,00: R$ 700,00
R$ 4.000,00: R$ 800,00
R$ 4.500,00: R$ 900,00
R$ 5.000,00: R$ 1.000,00
R$ 5.500,00: R$ 1.100,00
R$ 6.000,00: R$ 1.200,00
R$ 6.500,00: R$ 1.300,00
R$ 7.000,00: R$ 1.400,00
R$ 7.500,00: R$ 1.500,00
R$ 8.000,00: R$ 1.600,00
R$ 8.475,55: R$ 1.695,11
Contribuição do MEI
Em 2026, a contribuição mensal do MEI (Microempreendedor Individual) passou para R$ 81,05, valor correspondente a 5% do novo salário mínimo. Em 2025, o valor era de R$ 75,90.

Além do INSS, o microempreendedor deve pagar tributos conforme a atividade exercida, como ICMS (comércio e indústria) e/ou ISS (prestação de serviços). O recolhimento é feito por meio de uma guia única, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

O pagamento mensal garante acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, desde que as contribuições estejam em dia e seja cumprida a carência exigida para cada benefício.
 
 

Veja se vai receber o abono do PIS em 2027

O abono salarial é destinado a trabalhadores da iniciativa privada, no caso do PIS, e a servidores públicos, no caso do Pasep. Para ter direito, é necessário ter exercido atividade remunerada formal por pelo menos 30 dias no ano-base, estar inscrito no programa há, no mínimo, cinco anos e ter os dados corretamente informados pelo empregador

Folhapress | 08:15 – 12/01/2026

 



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Vai fazer 65 anos em 2026? Veja quando é possível se aposentar

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Completar 65 anos em 2026 não significa, automaticamente, ter direito à aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, a idade mínima passou a ser apenas um dos critérios exigidos para a concessão do benefício.

Para solicitar a aposentadoria por idade, os trabalhadores também precisam cumprir um tempo mínimo de contribuição e a carência exigida pelo sistema previdenciário. As regras variam de acordo com o momento em que o segurado passou a contribuir para o INSS.

No caso dos homens, a idade mínima continua sendo de 65 anos. No entanto, o tempo de contribuição depende da data de filiação ao sistema. Quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019 precisa comprovar pelo menos 15 anos de pagamentos ao INSS. Já os trabalhadores que começaram a contribuir após a reforma precisam ter, no mínimo, 20 anos de contribuição.

Para as mulheres, a idade mínima foi fixada em 62 anos, com exigência de pelo menos 15 anos de contribuição. Assim, caso uma segurada complete 65 anos em 2026 e ainda não tenha solicitado o benefício, o requisito de idade já estará cumprido, restando apenas a verificação do tempo de contribuição.

Além do tempo mínimo exigido, o INSS também estabelece a chamada carência, que corresponde a 180 meses de contribuições realizadas ao longo da vida laboral. Esse período equivale a 15 anos de pagamentos ao sistema previdenciário.

Alguns períodos podem ser considerados no cálculo, como tempo de trabalho rural ou afastamentos por auxílio-doença, desde que estejam corretamente registrados e validados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Para quem ainda não atingiu a idade mínima para aposentadoria por idade, continuam valendo as chamadas regras de transição criadas pela Reforma da Previdência. Em 2026, essas regras exigem pontuação mínima que combina idade e tempo de contribuição.

Na chamada regra dos pontos, os homens precisam somar 103 pontos, com pelo menos 35 anos de contribuição. Para as mulheres, a exigência é de 93 pontos e um mínimo de 30 anos de contribuição.

Outra possibilidade é a regra da idade mínima progressiva. Nesse caso, em 2026, os homens precisam ter ao menos 64 anos e seis meses de idade e 35 anos de contribuição. Já as mulheres devem ter 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição.

Para saber se já é possível solicitar o benefício, o segurado pode utilizar o simulador disponível no site ou no aplicativo Meu INSS. A ferramenta calcula automaticamente a idade, o tempo de contribuição e a pontuação com base nas informações registradas no sistema.

O valor da aposentadoria é calculado a partir da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador desde julho de 1994. Em alguns casos, adiar o pedido por alguns meses pode aumentar o valor final do benefício.

Simulador de aposentadoria do INSS é reativado

O sistema passou por uma migração para uma infraestrutura mais moderna, visando maior estabilidade e segurança, segundo o Ministério da Previdência Social.

Agência Brasil | 06:30 – 05/02/2026



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